Criando seu próprio universo

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Tão importante quanto ter um ou vários personagens bem construídos, você precisa saber também onde eles estão pondo os pés. Ao descrevermos o espaço em que vivem, a realidade que enfrentam, sua rotina, estamos criando um mundo onde nossos personagens vão viver.

Empregue um tempo nisso. Nada de preguiça! Pergunte-se onde seus personagens vivem. Numa cidade grande ou pequena? No campo ou numa estação em órbita de algum planeta? Na Terra ou em algum sistema planetário que você inventou? Num cenário pós-apocalíptico, numa era vitoriana steampunk ou numa realidade de fantasia estilo RPG? Na selva do período Cretáceo ou a bordo de uma nave espacial? Num navio pirata ou num apartamento de dois dormitórios? Estão vivendo num momento histórico do presente ou do passado?

As opções são inúmeras. Se nenhuma dessas agradou, faça uma pesquisa. Vai que você inventa algo totalmente inédito e diferente? Estou torcendo pra isso.

O Macro e o Micro Universo

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Um personagem pode ter uma ou várias esferas de influência, ou ser influenciado pelo que acontece a seu redor. Por exemplo, o presidente de um país tem uma influência muito mais extensa do que uma garota de 13 anos que mora com os pais, convive com seus amigos e amigas e vai à escola.

Se considerarmos ambos os personagens – presidente e garota – dentro de um só universo e compararmos suas realidades, o presidente se encontra num macro universo e a garota, num micro universo.

E se algo acontecesse e o presidente e essa garota travassem algum tipo de contato? Dependendo de como se desenvolve a história, ela pode ou não passar a ter alguma influência. Uma coisa, porém, é certa: o universo da garota ficará bem mais amplo.

Na minha HQ O Extracurricular Cucaracha, existem esses dois universos. No micro, temos o dia a dia de garotos e garotas que frequentam a Escola Santa Cola. Essa instituição tem, entre seus alunos, um jovem mago, um cavaleiro medieval adolescente, uma vampira teen, um menino caçador de monstros, aprendizes de ninja e até mesmo um robô e um alienígena. No meio de tantos personagens secundários bizarros, não fica tão estranho se um ou outro se tornarem super-heróis. Pois é o que acontece: um dos garotos ganha poderes de barata!

Já no macro universo dessa HQ, vemos: dois clãs ninjas, uma sociedade secreta, uma madre superiora com um passado nada ortodoxo (ela luta sumô) e uma escola aparentemente católica com bastidores misteriosos (algo que se percebe na própria arquitetura do local, que não tem lá muita cara de “colégio católico”).

Você não precisa apresentar todos os detalhes para seu leitor, mas precisa deles para sua obra ficar mais consistente. Acredite, desenvolver tudo isso vai facilitar seu trabalho e até apresentar-lhe mais opções e alternativas para “viajar” no seu mundo.

Descreva seu universo em “fichas” ou “arquivos” separados. Conte “a história antes da história’ dele (lembra disto?). Exemplifique para você mesmo as situações, os locais, os tipos que contracenam com seus personagens (numa HQ de fantasia, seu protagonista pode ser uma fada em meio a orcs, elfos, sereias, humanos, cavaleiros…).

Capriche nesse ponto e, sem dúvida, escrever suas histórias ficará mais fácil e bem mais divertido.

Até a próxima semana!

 

 

 

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2 comentários sobre “Criando seu próprio universo

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